sexta-feira, setembro 26, 2008

quarta-feira, setembro 17, 2008

Sócrates diz que voltou o sonho de Sines como potência petroquímica mundial

Caros visitantes ... aqui vos deixo uma notícia publicada no Jornal "O Publico" a respeito da ampliação do complexo petroquímico de Sines da Repsol.

Questões partidárias à parte, na minha perspectiva o que importa sempre são os projectos concretizados, ou seja, a ampliação de uma Petroquímica que poderá gerar até 2011 cerca de 2000 empregos. Inevitavelmente, a criação destes postos de trabalho irá ter consequências, a meu ver, positivas para o desenvolvimento de Vila Nova de Santo André, dai a razão para estar a colocar este post. Gostava que dessem a vossa opinião. Obrigado!

A noticia:

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o actual clima de negócios em Portugal permite o regresso ao sonho (do final dos anos 60) de construir em Sines um dos maiores complexos petroquímicos do mundo.

José Sócrates falava no final da sessão que assinalou a ampliação do complexo petroquímico de Sines da Repsol, projecto de investimento avaliado em mil milhões de euros, que numa primeira fase criará 1500 postos de trabalho.
O projecto de investimento deverá ser concretizado até 2011 e, numa segunda fase, criará cerca de 500 postos de trabalho permanentes.

Após os discursos do presidente da Câmara de Sines, do ministro da Economia, Manuel Pinho, e do presidente da Repsol, Bru Fau, Sócrates sublinhou a dimensão do investimento da petrolífera espanhola em Sines.

“O conjunto de investimentos previstos para Sines nos próximos anos mostra que está de regresso o seu sonho de ter um dos maiores complexos petroquímicos do mundo”!, declarou.

Fonte: publico.clix.pt

sexta-feira, setembro 05, 2008

sexta-feira, agosto 29, 2008

Santo André já tem um Cartório Notarial

O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém recebeu ontem à tarde, a nova notária de Vila Nova de Santo André, que depois de ter obtido uma nova licença para o concelho de Santiago do Cacém, quis apresentar cumprimentos ao autarca.

O novo notário está localizado na Avenida de Sines (Zona de Actividades Mistas, lote 143, loja E) e abriu no passado dia 18 de Agosto e pretende de acordo com Lígia Guedes, a notária “ colmatar uma lacuna que existe naquela cidade já que os cidadãos tinham que se deslocar a Santiago do Cacém para tratar dos assuntos relacionados com esta actividade, tais como Escrituras, Procurações e Reconhecimento de Assinaturas entre outros”.

O novo Cartório tem licença para o concelho de Santiago do Cacém, mas munícipes de concelhos vizinhos podem recorrer a este serviço.

terça-feira, agosto 05, 2008

Regeneração Urbana de Santo André

“Uma Nova Visão para a Cidade de Santo André”, é este o principal objectivo da candidatura ao Programa Integrado de Qualificação Urbana de Vila Nova de Santo André, integrado no instrumento de política “Parcerias para a Regeneração Urbana”, decorrente da nova Política de Cidades Polis XXI.

Um programa co-financiado através de recursos do Fundo Europeu de desenvolvimento Regional (FEDER) ao abrigo do Programa Operacional Regional do Alentejo.
A candidatura liderada pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém foi entregue no passado dia 28, e de acordo com o Presidente da Autarquia, Vítor Proença, “vamos aguardar serenamente a aprovação, que será feita em Outubro, porque esta candidatura está muito bem fundamentada com fortes parcerias e tem todas as condições para ser materializada”.


O projecto envolve um montante global de 10 milhões de euros, 17 % comparticipados pela autarquia, 70 % com financiamento comunitário e o restante com financiamento privado.

O Programa Integrado de Qualificação Urbana de Vila Nova de Santo André, representa o primeiro instrumento de planeamento integrado de que a cidade de Santo André dispõe desde que o Gabinete da Área de Sines (GAS) foi extinto, no final dos anos 80, sendo por isso encarado como estruturante e decisivo para a consolidação da sua trajectória recente de evolução e para a definição de novos rumos e desafios de desenvolvimento.

Inscrição Espacial das Operações em Santo André
(Clique na imagem p/ + detalhe)
A Cidade de Santo André deve a sua génese à decisão que o Estado português tomou no início da década de 70 do século XX no sentido de avançar com a construção de um complexo industrial e portuário em Sines. Esta decisão é ainda hoje vista como um marco incontornável na história do planeamento económico e territorial em Portugal.

Tabela de Investimentos
(Clique na imagem p/ + detalhe)
O facto de se tratar de uma cidade criada de raiz confere desde logo um carácter único a Santo André no contexto do sistema urbano regional e mesmo nacional, o que é fortemente matizado pela expressão assumida pela aplicação prática dos princípios do Modernismo na sua concepção urbanística.

A notícia na integra: Clique
aqui

Fontes:
http://radiosines.com & www.cm-santiago-do-cacem.pt


sexta-feira, agosto 01, 2008

Da Weasel actuam em Santo André

A banda portuguesa Da Weasel com ligações fortes ao movimento Hip - Hop e com incursões nos mais variados ritmos e estilos musicais actua hoje, sexta-feira, dia 1 de Agosto, às 22h00, frente ao Parque Central de Vila Nova de Santo André.

Um concerto integrado nas Festas do Município que arrancaram no passado dia 25, Dia do Município - Feriado Municipal, com o concerto de Pedro Abrunhosa em Santiago do Cacém. O espectáculo dos Da Weasel será certamente marcado pelas músicas do último álbum lançado em 2007, intitulado “Amor, Escárnio e Maldizer”. O sexto álbum de estúdio da banda.Sucessor do multi-platinado Re-Definições (editado em Maio de 2004), o último trabalho conta com um grande número de participações. Caso de Bernardo Sassetti, do escritor José Luís Peixoto (autor da letra de “Negócios Estrangeiros), de Atiba (de origem Jamaico-Americana) que surge num dueto com Virgul em “International Luv” e do maestro Rui Massena e a Orquestra Sinfónica de Praga.


Os Da Weasel contam ainda com os Gato Fedorento, Buraka Som Sistema (remix do 1º single “Dialectos da Ternura”) e do prestigiado produtor/ DJ norte-americano Vikter Duplaix (remix de “Toque-Toque”), que entre outros já trabalhou com nomes como Erykah Badu, Musiq e Jaguar Wright.

quarta-feira, junho 25, 2008

13ª Corrida da Lagoa de Santo André

Inscrições até 16/Julho

Corrida da Lagoa: 5€
Caminhada: 1€
Morada: Xistarca - Calçada Tapada, 71-A 1349-012 Lisboa
E-mail:
xistarca1986@sapo.pt

segunda-feira, maio 12, 2008

Limpeza das Praias de Santo André


Data: 25/Maio/08 (Nova Data: 08/Junho/08)
Local de Encontro: Stand "Os Putos"

Hora: 08h30m
Contactos: 269 708 353 & litoralaventura@gmail.com

quarta-feira, maio 07, 2008

terça-feira, maio 06, 2008

Demolido Bar da Praia da Fonte do Cortiço

O bar da praia da Fonte do Cortiço (Praia das Areias Brancas), em plena reserva natural, começou hoje a ser demolido pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) por não reunir condições de funcionamento, noticia a Lusa.

«Aquele apoio de praia era uma espécie de barracão, sem as condições mínimas. Além disso, só abria às vezes e as casas de banho estavam frequentemente fechadas», adiantou à agência Lusa o gabinete de Relações Públicas do ICNB.


As negociações com o proprietário, no sentido de melhorar o funcionamento do bar, já se arrastavam «há três ou quatro anos», mas sem resultados. O concessionário «não possuía as devidas licenças», além de acumular autos, levantados entretanto pelo ICNB e pela Polícia Marítima (PM), revelou a mesma fonte.

Após ter tomado posse administrativa do equipamento, o organismo público decidiu demolir o bar, numa operação conjunta, iniciada hoje, com os serviços municipais. O ICNB iniciou também um processo de concurso público para a atribuição de nova concessão. O novo bar terá de adequar-se «aos padrões de qualidade próprios de uma Reserva Natural», referiu o ICNB.

Com esta medida, a praia da Fonte do Cortiço, situada entre Sines e Vila Nova de Santo André, deverá poder voltar a içar a Bandeira Azul da Europa no início da época balnear de 2009, altura em que o ICNB espera que esteja concluída a construção do novo apoio.

sábado, abril 26, 2008

9ª Mostra de Teatro de Santo André

A 9ª Mostra de Teatro de Vila Nova de Santo André realiza-se de 25 de Abril a 25 de Maio, com o primeiro espectáculo, "Mozart Preposteroso", de Nola Rae.
Trata-se de Teatro Gestual, apresentado por uma das mais importantes actrizes deste género a nível mundial e que foi agraciada em 2008 pela Rainha Isabel II de Inglaterra como "Member of The Most Excellent Order of The British Empire" pelo seu contributo ao Teatro e à Mímica.


No total vão ser apresentados 21 espectáculos de 12 companhias, e três workshops.

Até 25 de Maio vão passar pelos palcos de Santo André companhias nacionais e internacionais, nomeadamente, Teatro D. Maria II, Companhia B de Teatro (Brasil), Arty Aplausos, Chapitô, Teatro Meridional (Espanha), ESTE, Teatro Invisível, Procur.Arte e Teatro ao Largo.

Para consultar o programa clique aqui.

Fonte: rtp.pt e gatosa.com

sábado, abril 19, 2008

A Regeneração Urbana de Santo André

Caros visitantes ... no passado dia 18/Abril foi publicado no web site Setubal na Rede uma notícia a propósito da candidatura de Vila Nova Santo André ao Programa Operacional Regional do Alentejo, tendo em vista a sua requalificação urbana. Aqui vos deixo a versão integral dessa notícia.

Santo André prepara candidatura para regeneração urbana

“Uma nova esperança que pode permitir que projectos antigos se concretizem”, é como Jaime Cáceres, presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de Santo André, vê “os esforços da câmara e das associações” na elaboração de um plano de acção para a candidatura da cidade à regeneração urbana, integrando o Programa Operacional Regional do Alentejo (
Download). De entre os projectos que Jaime Cáceres considera essenciais para a cidade, encontra-se “a construção de um centro cultural”, assim como “obras de beneficiação para o actual campo de futebol” e também “um complexo de piscinas”, mas o autarca avança que “ainda nada está decidido”. A candidatura ao programa tem de ser formalizada até o dia 28 de Julho e Jaime Cáceres acredita “que será positiva para a freguesia” e “que será concretizada”.


Avenida Santiago em V.N. Santo André

O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) prevê a “revitalização de património” e ainda “o reforço de serviços sócio-culturais e de actividades económicas”, assim como “de espaços urbanos” que, por sua vez “constituam uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento urbano”. Desta forma, Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, entende estarem “reunidas as condições para a candidatura da cidade de Santo André a este programa” que, contudo, “só foi possível após dois recursos” ao secretário de Estado do Ordenamento do Território. Vítor Proença explica que “no início só estava previsto que se candidatassem cidades com menos de oito mil eleitores e Vila Nova de Santo André tem dez mil”, mas adianta que “esse impedimento está ultrapassado”.

O edil de Santiago do Cacém ambiciona agora “que a candidatura, ao concretizar-se, assente em dois aspectos fundamentais”, “a revitalização do centro urbano como um espaço mais jovem” é apresentado como um dos principais anseios da autarquia, assim como “a regeneração da frente marítima envolvendo a reserva natural de Vila Nova de Santo André”. Vítor Proença afirma igualmente que as questões de inserção social “não podem ser esquecidas”, referindo que “os casais jovens residentes e as pessoas que recebem subsídios devem encontrar na cidade uma nova oportunidade”. O município de Santiago do Cacém, para além desta candidatura, prepara uma ao programa Corredor Azul – Rede Urbana para a Inovação e Competitividade, sendo o único concelho com duas cidades que integra este projecto. A iniciativa Corredor Azul foi criada especificamente para o Alentejo e “visa o desenvolvimento de estratégias mais vocacionadas para a inovação”, refere o autarca.

Em relação ao programa Regeneração Urbana, o autarca informa que já foram realizadas reuniões “com o objectivo de sensibilizar as entidades para a constituição de uma parceria para apresentação da candidatura de Vila Nova de Santo André, no âmbito do QREN” e salienta “a enorme alegria de todos os envolvidos ao fazerem parte deste projecto”.

sábado, novembro 17, 2007

A Expansão Urbanística de Santo André

Resultados do Inquérito online (ver post de 11/Nov/06)
( período de consulta: 11/2006 a 11/2007)


Pergunta: Deverão os limites da Reserva Natural ser alterados para possibilitar a expansão da Cidade de Santo André?



Interpretação dos Resultados:

A análise do Gráfico 1 indica-nos que 74% (45% + 29%) dos votantes são contra a alteração dos limites da Reserva Natural. A opção que registou mais votos (87) defende que, para além da manutenção do actual perímetro da Reserva Natural, deveriam ser levantadas algumas interdições para possibilitar o desenvolvimento de actividades turísticas de qualidade. A escolha desta opção de resposta indica, simultaneamente, que o perímetro da Reserva deve permanecer intacto, mas isso não invalida que não se aproveitem os recursos existentes para estimular o turismo de qualidade na região. Não é só a Expansão Urbanística de Santo André que é importante. A Reserva Natural é, assim, encarada como sendo um potencial factor catalisador do desenvolvimento turístico do Concelho.



A abertura da Reserva Natural a projectos turísticos de qualidade, cujos requisitos ambientais a cumprir seriam (?) definidos/controlados pelo próprio Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), poderia ser uma solução para aumentar os escassos recursos que actualmente existem para gerir a Reserva. Nos anos de 2005 e 2006 o orçamento disponível foi de 219 mil Euros e 166 mil Euros, respectivamente. No ano de 2007, e por força dos cortes orçamentais impostos pelo Governo, esse orçamento desceu para metade (76 mil Euros). Esta opção poderia, assim, originar um novo Modelo de Gestão mais apropriado para a Reserva. Com base no dinheiro proveniente do Orçamento de Estado, bem como das rendas que os hipotéticos promotores turísticos teriam que pagar, passaria a existir um maior “bolo” financeiro para aplicar em acções de limpeza/conservação. Basta fazer um passeio pelos pinhais e pelas praias para visualizarmos os resultados negativos (ex: lixo e falta de lugares de estacionamento) da falta de recursos financeiros disponíveis para a manutenção desta área protegida. Um acréscimo orçamental iria certamente ter resultados mais visíveis e positivos na preservação da Reserva Natural.



No novo Plano de Ordenamento da Reserva Natural (Resolução do Conselho de Ministros n.º 117/2007 +info), mais concretamente no artigo 36.º, está previsto o aproveitamento dos recursos imobiliários existentes para fins de turismo de natureza. Não vão ser edificadas novas construções. Opta-se pela valorização e recuperação do património edificado existente para utilizações relacionadas, entre outras, com o turismo de natureza. Não faz qualquer sentido existirem montes abandonados, quando estes podem ser recuperados e aproveitados pelo sector privado para estimular o turismo de qualidade na região. Resta aguardar para verificar se esta alteração irá de facto trazer consequências benéficas para o turismo e para a Gestão da Reserva Natural.

... prosseguindo ...

A restante análise dos dados indica que 26% dos utilizadores são favoráveis a uma alteração dos limites da Reserva para possibilitar a expansão da Cidade para o litoral. Numa perspectiva de curso prazo, esta opção até poderia ser uma solução eficaz para um desenvolvimento mais acelerado da Cidade. Santo André seria uma cidade mais “encantadora” se tivesse, à semelhança de Sines, uma marginal de onde pudéssemos observar o mar confortavelmente sentados no nosso carro. Poderíamos comer os nossos petiscos numa bela esplanada e, simultaneamente, sentir a brisa do mar. A Cidade seria mais atractiva e acolhedora ... sem dúvida ... mas o resultado final desta equação seria manifestamente negativo para a Natureza. Esta seria uma solução que só iria impulsionar o “vírus do betão”. A Natureza e o Homem têm que estar ao mesmo nível, e a expansão da Cidade para o litoral só iria beneficiar o Homem. O desenvolvimento sustentado pressupõe um equilíbrio entre o Homem e a Natureza. Este é o futuro ... e é este o caminho que Santo André deve percorrer ... ;-)

Em jeito de conclusão...

O tema da “Expansão Urbanística de Santo André” foi abordado numa perspectiva a longo prazo (15 anos). Todavia, e apesar de ter sido este o fio condutor de todo o Fórum, este facto não secundariza o tema do Planeamento Urbano no tempo presente. Antes pelo contrário, e como a maioria dos comentários sugerem, o Planeamento Urbanístico de Santo André deve ser uma prioridade na actual gestão da Cidade.

Por tudo aquilo que foi referido, Santo André tem todas as condições para, num futuro a 20 anos, ser encarada como um exemplo de uma Cidade que soube crescer em perfeita harmonia com o meio ambiente. Uma Cidade que soube preservar a qualidade de vida da sua população sem danificar a Natureza. Enfim ... uma Cidade do Futuro ...

Por último, gostaria de deixar aqui uma palavra de apreço a todos aqueles que aderiram a esta iniciativa.

sábado, novembro 11, 2006

A Expansão Urbanística de Santo André

O “renascimento” do Complexo Industrial de Sines e a consolidação do potencial turístico do Litoral Alentejano vieram abrir novas perspectivas de desenvolvimento à região. Santo André, pela sua localização e pelo facto de dispor de terrenos que possibilitam a sua expansão urbanística, irá certamente desempenhar um papel central neste processo de desenvolvimento do Litoral Alentejano. Algumas das metas que inicialmente foram traçadas para Santo André na década de 70, pelo então Gabinete da Área de Sines, poderão agora ser alcançadas num futuro próximo.

No decorrer do crescimento urbano previsto para Santo André é necessário um adequado planeamento urbanístico, que privilegie a manutenção da qualidade de vida, o respeito pelo meio ambiente e que salvaguarde a capacidade de mobilidade dos habitantes. Na minha perspectiva, o conceito de “espaço” deve ter um papel central neste processo. A ausência de “espaço” constitui uma das principais razões pela qual a qualidade de vida nas grandes cidades é tão precária.

Durante os próximos anos, a expansão urbanística de Santo André irá ocorrer dentro do perímetro urbano actualmente existente (ver mapa). Estima-se que esta área possibilite o crescimento da cidade durante os próximos 15 anos. De facto, 15 anos aparenta ser um horizonte temporal suficientemente alargado, para que a questão do alargamento do perímetro urbano não seja um tema central na actual realidade local (
PDM de Santiago do Cacém). Todavia, e tendo em conta o clima económico favorável existente na região, e o subsequente aumento da procura de terrenos para construção, a questão da ampliação do perímetro urbano da Cidade poderá surgir mais rapidamente do que o previsto.
Mapa

A Cidade de Santo André tem, na sua origem, uma realidade ímpar em Portugal. O facto de ter sido construída de raiz coloca-a num patamar completamente diferente de todas as cidades que têm problemas de ordenamento. Para além desta situação especial, Santo André tem outras particularidades ao nível dos terrenos que a circundam, e que irão ter um papel relevante no seu processo de expansão.

Junto ao seu perímetro urbano está localizada a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e Sancha (+ info). Esta Reserva Natural, que separa a cidade do mar em cerca de 2 km, possui uma área total de 5275 hectares (3858ha de superfície terrestre + 1417ha de superfície marítima), tendo sido oficialmente criada através do Decreto Regulamentar n.º 10/2000 (+ info), alterado pelo Decreto Regulamentar n.º 4/2004 (+ info), com o objectivo de proteger o sistema lagunar costeiro e os seus componentes ecológicos (+ info Plano Ordenamento 2007).


Localizados a leste de Santo André (ver mapa) estão, por seu turno, um conjunto de terrenos – herdados do antigo GAS - que actualmente pertencem ao Estado, e que são fruto do plano de expropriações levado a cabo no inicio da década de 70. Estes terrenos poderão vir a constituir uma alternativa de expansão para a Cidade, ao invés de se utilizarem terrenos da Reserva Natural.

Em conversas que tenho tido com algumas pessoas (amigos e empresários), este tem sido um tema recorrente, e cada qual apresenta as suas opiniões/soluções diferentes. Para algumas pessoas, o facto de Santo André viver "paredes meias" com a Reserva Natural é uma vantagem para a Cidade, enquanto que para outras é uma condicionante ao seu desenvolvimento.


No seio desta problemática, são duas as soluções que emergem, e que ajudam a simplificar a discussão, a saber:

1. Os limites da Reserva Natural não deverão ser alterados para permitir a expansão da Cidade. Quando for necessário, a Cidade poderá crescer para Leste, para os terrenos actualmente pertencentes ao Estado.

2. Os limites da Reserva Natural deverão ser alterados, bem como algumas interdições ao nível do uso do solo, por forma a permitir a expansão urbanística da cidade e o desenvolvimento de actividades turísticas.


... por outras palavras ... para onde deverá crescer a Cidade de Santo André?


Qual é a sua opinião?

Instruções p/ colocar a sua opinião: Clicar em "comentários" que está logo abaixo deste texto. Posteriormente surge um quadro onde deverá colocar a sua opinião sobre o tema. De seguida seleccione em "Choose an identity" a opção "other", coloque o seu nome e depois o código de letras que lhe é fornecido. Para finalizar o processo clique em "Publish your Comment".

Nota: Os resultados da votação, e todos os comentários de especial relevância, serão posteriormente divulgados nos jornais "O Leme" e "Litoral Alentejano", em data ainda por definir.


PS: Dê também o seu voto no "Quadro de Votação".

INFO: Caros utilizadores ... já faz um ano que este post foi colocado ... sendo assim, este fórum termina hoje (11/Nov/2007). Os comentários + importantes e o resultado da votação on-line serão publicados no jornal "O Leme" na edição da 1ª Quinzena de Dez/2007. OBRIGADO!!!

quinta-feira, julho 20, 2006

A História da Cidade Nova de Santo André

1. O Projecto de Sines


No período de 1969 a 1973 o poder central lançou o IV Plano de Fomento, através do qual se projectava a construção de infra-estruturas em áreas de interesse económico, no seio das quais nasceriam novas cidades e parques industriais necessários ao desenvolvimento do país. Neste contexto, surge o chamado “Projecto de Sines”, que representou a primeira tentativa de criar um pólo industrial em Portugal.




O Porto de Sines encontrava-se numa posição estratégica, pois era o centro de todas as rotas marítimas. A vantagem geoestratégica da costa portuguesa era evidente. O Porto de Sines, concebido dentro da rota do Cabo e na continuação do fecho do Canal de Suez, tinha todas as condições para fazer a ligação da indústria de refinação e petroquímica à economia petrolífera mundial (ver mapa das rotas marítimas).

O Porto de Sines no Google Maps: Clique Aqui


1.1 O Gabinete da Área de Sines

Face à dimensão do Projecto, impunha-se a criação de um organismo que transcendesse a orgânica e a capacidade dos serviços normais da administração pública, e que fosse dotado de personalidade jurídica e autonomia administrativa e financeira. A 19 de Junho de 1971, e com a publicação do Decreto-Lei nº 270/71, Marcello Caetano cria o instituto público que iria implementar e gerir o Projecto de Sines. Esse organismo designou-se por Gabinete da Área de Sines (GAS) e possuía autoridade decisiva para determinar as actividades económicas da área de Sines, tendo acesso directo ao Presidente do Conselho, o que garantia a sua autonomia em relação a outros ministérios.


1.2 ... os anos difíceis

Ao fim de poucos anos de vida do Projecto de Sines, os pressupostos que presidiram à sua criação sofreram uma profunda alteração. Em 1973, com a guerra do Yom Kippur, surge a grande crise do petróleo, o que dá origem à modificação da conjuntura internacional. O preço do crude aumenta quatro vezes e a rentabilidade da refinaria é posta em causa. A reabertura do Canal de Suez acentua o problema, pois contribuiu para tornar obsoletos os grandes petroleiros que o complexo de Sines estava preparado para receber.

O Complexo Industrial de Sines vivia uma autêntica travessia do deserto, com a procura internacional praticamente nula e as empresas em instabilidade permanente. Com a construção da central de carvão em São Torpes (1979/80) e a não vinda da Ford, o GAS deixara de ter “trabalho para fazer”. Não fazia sentido que uma estrutura com cerca de 1000 trabalhadores não tivesse objectivos a cumprir.

Após 17 anos de exercício de funções o Gabinete da Área de Sines viria a ser formalmente extinto em 1989 com a publicação do Decreto-Lei 228/89.

2. O Novo Centro Urbano

Por forma a assegurar as necessidades de alojamento da mão-de-obra esperada, o crescimento urbano poderia ser assegurado com base nos aglomerados já existentes (Sines e Santiago do Cacém), ou através da criação de uma nova cidade. Afastada a hipótese de ampliação destes núcleos urbanos, dada a escassez de terrenos disponíveis, optou-se pela construção de uma nova zona urbana. Esta opção estava prevista no Decreto-Lei que, no ano de 1971, criou o Gabinete da Área de Sines.
A adequada organização desta grande região [Lisboa] num verdadeiro sistema urbano (...) será, certamente, facilitada pela criação de uma nova cidade num círculo de 100 Km ao redor de Lisboa, em zona que não disponha actualmente de qualquer núcleo populacional de relevo.
São estas as primeiras palavras oficiais que anunciavam em 1971 a criação de uma nova cidade.

2.1 A construção e o planeamento

A construção e o planeamento urbanístico de Santo André obedeceram a uma série de requisitos, que tinham por objectivo a criação de uma cidade ordenada, com bons equipamentos e boas infra-estruturas rodoviárias.



Todavia, e como se veio a constatar, a maioria dessas infra-estruturas, que iriam permitir uma melhor convivência e adaptação dos habitantes recém-chegados, nunca chegaram a ser edificadas durante a gestão do Gabinete da Área de Sines.


As contingências económicas que afectaram o rumo do Projecto de Sines tiveram repercussões no desenvolvimento da Cidade Nova. Dos 100 mil habitantes que inicialmente estavam previstos, apenas 11 mil se fixaram em Santo André.


As metas previstas foram inviabilizadas e, em consequência, a Cidade Nova começou a ser construída de acordo com as necessidades mais básicas em alojar os trabalhadores das indústrias.

3. As Pessoas*

Em 1974 começaram aparecer os primeiros forasteiros vindos de diversas partes do país e das ex-colónias. Tinha-se iniciado o Complexo Industrial de Sines, e esta região apresentava-se como a terra prometida. Vinham em busca de um salário garantido e de um nível de vida melhor. Chegavam de mãos vazias, carregando apenas esperanças e ilusões. Vinham de mundos diferenciados pela história, pelas vivências e pelas suas características económicas e sociais. De comum apenas tinham o facto de todos quererem trocar a força dos braços por uma vida melhor.


À medida que se processava o recrutamento de trabalhadores pelas empresas do Complexo, a afluência ao novo Centro Urbano ia aumentando. Os trabalhadores instalavam-se com as respectivas famílias e retomavam as vidas interrompidas pela deslocação.

As obras continuavam. Os arruamentos iam surgindo e a Cidade Nova ia-se consolidando. Apesar da fraca qualidade de alguns edifícios, os novos habitantes instalavam-se nos vários bairros.


As pessoas conheciam-se através das empresas, já que todas elas se identificavam pela situação que tinham em comum com o Complexo Industrial de Sines.Os primeiros estabelecimentos comerciais demoraram a surgir, pelo que um grande número de trabalhadores formaram cooperativas de consumo, por forma a responder ás necessidades de abastecimento da população.

Através da acção de uns e da dinamização de outros, a organização social de Santo André foi nascendo e formando as bases de uma comunidade assente no projecto megalómano do Complexo Industrial de Sines.


*Textos retirados do livro não publicado do escritor Luís de Sttau Monteiro, intitulado “Santo André - Um Areal de Esperança”.

segunda-feira, julho 17, 2006

4. Estatísticas


Gráfico 1 - Em 1981 existiam na freguesia de Santo André 2310 habitações. Dez anos mais tarde esse número ascendeu aos 4592 alojamentos, o que representa um aumento de 99%. Relativamente a 2001, e em comparação com o ano de 1991, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam um aumento de 16% do número de casas, passando de 4592 para 5324 habitações.

Gráfico 2 - Entre os anos de 1981 e 1991 o número de residentes duplicou, passando de 5778 para 10751 habitantes. Porém, os resultados definitivos dos Censos de 2001 revelaram uma tendência negativa. Nesse ano, a freguesia de Santo André registou uma diminuição de 55 habitantes, face aos resultados apurados em 1991.


Gráfico 3 - Em 1991, o grupo etário predominante englobava indivíduos com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos, representando 36% do total da população. Neste ano, os dois escalões etários mais jovens constituíam 40% da população total, todavia em 2001 apenas representavam 32%.No ano de 1991, os habitantes de Santo André com idade até 14 anos, representavam 26% do total da população. Contudo, dez anos depois essa percentagem desceu para 15%. Por seu turno, os dois escalões etários mais velhos, que representavam em 1991 somente 24% do total da população, atingem em 2001 os 39%.Os censos de 2001 vieram revelar um envelhecimento gradual da população de Santo André. O cálculo do Índice de Envelhecimento revela bem esta realidade. Em 1991 existia uma proporção de 23 idosos por 100 jovens, ao passo que em 2001 esse rácio aumentou para os 73 idosos por 100 jovens.

Gráfico 4 - A origem geográfica dos habitantes de Santo André é um dado muito importante, pois ajuda a compreender a realidade sócio-cultural da cidade. São várias as origens dos habitantes de Santo André, mas a que se destaca das restantes está relacionada com o processo de descolonização levado a cabo após o 25 de Abril de 1974.A chegada das populações provenientes das ex-colónias, cuja experiência e modo de vida era em tudo diferente do Portugal da altura, veio exercer uma grande influência na evolução do novo aglomerado urbano. Devido ao Projecto de Sines, os Concelhos de Santiago do Cacém e Sines apresentaram-se como locais de destino, nos quais estas pessoas poderiam refazer as suas vidas.No inicio da década de 80, esta população tinha um peso considerável na estrutura demográfica do Concelho de Santiago do Cacém. Através dos Censos de 1981 é possível fazer uma estimativa da representatividade desta população, na estrutura demográfica da freguesia de Santo André. Convêm referir que estes dados foram tratados ao nível do Concelho, no entanto é possível fazer esta estimativa para Santo André, porque esta era a única freguesia de Santiago do Cacém que na altura dispunha de oferta habitacional suficiente para albergar as populações recém-chegadas.

Assim, a análise do Gráfico 4 revela que a maioria destas pessoas eram oriundas de Moçambique e Angola, e na totalidade representavam 43% da população que em 1981 residia em Santo André.

sexta-feira, julho 14, 2006

5. Santo André ... hoje e amanhã
Trinta anos após o seu nascimento Santo André vive um período de relativa euforia. O “renascimento” do Complexo Industrial de Sines, e a consolidação do potencial turístico do Litoral Alentejano, vieram abrir novos horizontes ao desenvolvimento da Cidade.

Santo André, pela sua localização e pelo facto de dispor de terrenos que possibilitam a sua expansão urbanística e populacional, irá desempenhar um papel central no processo de desenvolvimento do Litoral Alentejano.

O “Desenvolvimento” é um processo que necessita da intervenção de todos. Não cabe apenas ao poder político e às suas instituições, a responsabilidade pela sua concretização e manutenção.

Nós também temos um papel importante a cumprir.

Há que agarrar esta oportunidade e fazer de Santo André uma “Cidade Exemplo”, onde exista qualidade de vida, respeito pela natureza e calor humano.
SANTO ANDRÉ no Google Maps em Set/2004. Clique Aqui