A História da Cidade Nova de Santo André

1.1 O Gabinete da Área de Sines
Este Blogue pretende dar a conhecer a história de Vila Nova de Santo André, e simultaneamente servir de fórum de discussão sobre temas da realidade local. Ter opinião é fundamental ... dê a sua!
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As metas previstas foram inviabilizadas e, em consequência, a Cidade Nova começou a ser construída de acordo com as necessidades mais básicas em alojar os trabalhadores das indústrias.
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Em 1974 começaram aparecer os primeiros forasteiros vindos de diversas partes do país e das ex-colónias. Tinha-se iniciado o Complexo Industrial de Sines, e esta região apresentava-se como a terra prometida. Vinham em busca de um salário garantido e de um nível de vida melhor. Chegavam de mãos vazias, carregando apenas esperanças e ilusões. Vinham de mundos diferenciados pela história, pelas vivências e pelas suas características económicas e sociais. De comum apenas tinham o facto de todos quererem trocar a força dos braços por uma vida melhor.
À medida que se processava o recrutamento de trabalhadores pelas empresas do Complexo, a afluência ao novo Centro Urbano ia aumentando. Os trabalhadores instalavam-se com as respectivas famílias e retomavam as vidas interrompidas pela deslocação.
As obras continuavam. Os arruamentos iam surgindo e a Cidade Nova ia-se consolidando. Apesar da fraca qualidade de alguns edifícios, os novos habitantes instalavam-se nos vários bairros.
As pessoas conheciam-se através das empresas, já que todas elas se identificavam pela situação que tinham em comum com o Complexo Industrial de Sines.Os primeiros estabelecimentos comerciais demoraram a surgir, pelo que um grande número de trabalhadores formaram cooperativas de consumo, por forma a responder ás necessidades de abastecimento da população.
Através da acção de uns e da dinamização de outros, a organização social de Santo André foi nascendo e formando as bases de uma comunidade assente no projecto megalómano do Complexo Industrial de Sines.
*Textos retirados do livro não publicado do escritor Luís de Sttau Monteiro, intitulado “Santo André - Um Areal de Esperança”.
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Gráfico 1 - Em 1981 existiam na freguesia de Santo André 2310 habitações. Dez anos mais tarde esse número ascendeu aos 4592 alojamentos, o que representa um aumento de 99%. Relativamente a 2001, e em comparação com o ano de 1991, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam um aumento de 16% do número de casas, passando de 4592 para 5324 habitações.
Gráfico 2 - Entre os anos de 1981 e 1991 o número de residentes duplicou, passando de 5778 para 10751 habitantes. Porém, os resultados definitivos dos Censos de 2001 revelaram uma tendência negativa. Nesse ano, a freguesia de Santo André registou uma diminuição de 55 habitantes, face aos resultados apurados em 1991.
Gráfico 3 - Em 1991, o grupo etário predominante englobava indivíduos com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos, representando 36% do total da população. Neste ano, os dois escalões etários mais jovens constituíam 40% da população total, todavia em 2001 apenas representavam 32%.No ano de 1991, os habitantes de Santo André com idade até 14 anos, representavam 26% do total da população. Contudo, dez anos depois essa percentagem desceu para 15%. Por seu turno, os dois escalões etários mais velhos, que representavam em 1991 somente 24% do total da população, atingem em 2001 os 39%.Os censos de 2001 vieram revelar um envelhecimento gradual da população de Santo André. O cálculo do Índice de Envelhecimento revela bem esta realidade. Em 1991 existia uma proporção de 23 idosos por 100 jovens, ao passo que em 2001 esse rácio aumentou para os 73 idosos por 100 jovens.
Gráfico 4 - A origem geográfica dos habitantes de Santo André é um dado muito importante, pois ajuda a compreender a realidade sócio-cultural da cidade. São várias as origens dos habitantes de Santo André, mas a que se destaca das restantes está relacionada com o processo de descolonização levado a cabo após o 25 de Abril de 1974.A chegada das populações provenientes das ex-colónias, cuja experiência e modo de vida era em tudo diferente do Portugal da altura, veio exercer uma grande influência na evolução do novo aglomerado urbano. Devido ao Projecto de Sines, os Concelhos de Santiago do Cacém e Sines apresentaram-se como locais de destino, nos quais estas pessoas poderiam refazer as suas vidas.No inicio da década de 80, esta população tinha um peso considerável na estrutura demográfica do Concelho de Santiago do Cacém. Através dos Censos de 1981 é possível fazer uma estimativa da representatividade desta população, na estrutura demográfica da freguesia de Santo André. Convêm referir que estes dados foram tratados ao nível do Concelho, no entanto é possível fazer esta estimativa para Santo André, porque esta era a única freguesia de Santiago do Cacém que na altura dispunha de oferta habitacional suficiente para albergar as populações recém-chegadas.
Assim, a análise do Gráfico 4 revela que a maioria destas pessoas eram oriundas de Moçambique e Angola, e na totalidade representavam 43% da população que em 1981 residia em Santo André.
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